As mudanças climáticas estão favorecendo a expansão de doenças infecciosas pelo Brasil, segundo reportagem do portal UOL, publicada neste mês de outubro.
Conforme o site, um estudo da Fiocruz mostra que a área de transmissão da dengue mais do que dobrou entre 2006 e 2024. O cenário também acende o alerta para outras ameaças, como a febre do Oropouche, a leptospirose e as doenças causadas por fungos, que podem ganhar espaço com as alterações ambientais e os eventos extremos.
A pesquisa identificou que o número de microrregiões brasileiras com níveis epidêmicos de dengue passou de 110, em 2006, para 292, em 2024 — o equivalente a 54% do território analisado. Entre os fatores associados à expansão está o aumento das anomalias térmicas, ou seja, temperaturas muito diferentes dos padrões habituais de determinada região.
O estudo também aponta que o clima, antes considerado uma barreira natural à circulação do mosquito Aedes aegypti em regiões mais frias, já não representa a mesma proteção.
Ainda de acordo com a publicação, o alerta vai além da dengue. Eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas, também podem favorecer a disseminação de outras doenças, enquanto o aumento das temperaturas contribui para a adaptação de fungos que podem causar infecções em seres humanos.
Clique aqui e veja a reportagem completa.