Ondas de calor escancara riscos à saúde e desigualdade, aponta estudo

Você sente que os verões estão cada vez mais insuportáveis? Não é impressão: o Brasil vive um aumento nas ondas de calor – e isso tem cobrado um preço alto da saúde pública.

Um estudo do governo federal intitulado “Clima em Síntese: Estudos sobre saúde e ondas de calor no Brasil (2015–2025)”, divulgado em novembro de 2025, analisou dados de 1970 a 2020 e constatou: 14 capitais brasileiras enfrentaram aumento das ondas de calor, especialmente na região Norte desde os anos 2000.

E os impactos não ficam no suor ou no desconforto: essas ondas extremas de calor aumentam os casos de morte, principalmente por doenças cardiovasculares e respiratórias. Quem mais sofre? Idosos, crianças, mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O estudo é fruto de uma parceria entre os Ministérios da Ciência, do Meio Ambiente e da Saúde, e alerta que quanto mais alta a temperatura, maior o risco. A duração da onda tem influência, mas é a intensidade que realmente coloca a vida em risco.

Além disso, os pesquisadores chamam atenção para a falta de dados sobre como o calor impacta áreas rurais, cidades de médio porte e regiões do Norte e Nordeste. Ainda falta entender melhor como o clima se cruza com as condições sociais e ambientais – e é justamente aí que entra um fator fundamental: o acesso ao saneamento.

Saneamento é parte da solução

Você sabia que doenças agravadas pelo calor, como diarréias e infecções respiratórias, têm relação direta com a falta de água limpa, higiene e esgotamento sanitário adequado? Onde há saneamento, há menos internações, menos filas nos hospitais e mais saúde preventiva.

Por isso, enfrentar as ondas de calor também passa por garantir água de qualidade e infraestrutura de esgoto para todas as regiões do país. É uma questão de adaptação climática, mas também de justiça social e de saúde pública.

Quer entender mais?

Clique aqui e acesse o estudo completo.

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