Secas, calor extremo, fumaça e enchentes afetam a rotina de crianças e podem comprometer o acesso à água potável, à alimentação, à saúde e à educação. Na Amazônia, esses eventos extremos agravam desafios enfrentados por comunidades e colocam em risco as condições necessárias para o desenvolvimento na primeira infância.
Segundo o site Tapajós de Fato, uma análise do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta que 436 mil crianças e adolescentes tiveram as aulas interrompidas na Região Amazônica em decorrência de eventos climáticos extremos. Em todo o Brasil, o número chegou a cerca de 1,17 milhão.
A pesquisa A Primeira Infância no Centro da Crise Climática, produzida pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), em parceria com o Observatório de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também destaca como as mudanças climáticas podem afetar a saúde e o desenvolvimento de bebês e crianças pequenas, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
O estudo aponta que o Brasil tem cerca de 18,1 milhões de crianças de 0 a 6 anos, das quais 8,1 milhões vivem em situação de pobreza ou extrema pobreza. Entre as crianças de 0 a 4 anos, 5,4 milhões enfrentam algum grau de insegurança alimentar.
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