Mais de 4,4 milhões de brasileiros ainda vivem em moradias sem banheiro de uso exclusivo, uma realidade que expõe a falta de acesso a uma condição básica de dignidade. Ter água potável e saneamento, incluindo a garantia dessas instalações, é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um direito humano.
O número é divulgado por meio do estudo do Instituto Trata Brasil, elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (Pnadca). Segundo o levantamento, 1,3 milhão de domicílios não tinham banheiro de uso exclusivo em 2022, o que correspondia a mais de 4,4 milhões de pessoas nessa condição.
A desigualdade regional chama a atenção: 63,1% dessas residências estavam no Nordeste, totalizando 841 mil habitações — um cenário que indica que cerca de quatro em cada 100 casas ainda não contavam com as instalações. Maranhão, Bahia e Piauí concentravam os maiores números dentro da região.
A privação também atinge crianças e adolescentes. Quase 40% das pessoas que estavam nessa situação tinham menos de 20 anos. Entre a população indígena, a proporção era ainda maior: cinco em cada 100 estavam privadas de banheiro de uso exclusivo.
A falta de uma estrutura sanitária adequada interfere na saúde, na educação, no trabalho e na qualidade de vida. Para o Instituto Trata Brasil, ampliar o acesso ao saneamento é também garantir condições mais dignas para a população.
Clique aqui e confira a reportagem.