Os casos de hepatite A voltaram a crescer no Brasil e acenderam um alerta para a saúde pública. Dados do Ministério da Saúde mostram que a taxa de detecção da infecção aumentou 54,5% em 2024 em relação ao ano anterior, com destaque para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Entre as capitais, Curitiba, Campo Grande e Florianópolis registraram as maiores taxas de incidência.
O boletim epidemiológico também aponta que, entre 2000 e 2024, as regiões Nordeste e Norte concentraram mais da metade dos registros confirmados da doença no país. Além disso, em 2024, a maior frequência de óbitos ocorreu entre pessoas com 60 anos ou mais, reforçando a necessidade de prevenção e acompanhamento médico.
Conforme publicação no site da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), especialistas avaliam que o aumento dos casos está associado a fatores como a baixa cobertura vacinal, problemas de saneamento básico, manipulação inadequada de alimentos e outras condições que favorecem a transmissão do vírus.
Embora a hepatite A geralmente apresente evolução benigna, a SBI alerta que ela pode provocar complicações em alguns pacientes, especialmente nos grupos mais vulneráveis. A entidade reforça a importância da vacinação, da ampliação do acesso ao saneamento e de medidas de higiene para reduzir a circulação viral.
Clique aqui e confira a reportagem.