Saiu o Ranking do Saneamento 2026 — e os números ajudam a entender, na prática, onde o Brasil está avançando e onde ainda falta muito para chegar lá. O estudo, feito pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, foi divulgado na quarta-feira, dia 18 de março.
A 18ª edição do Ranking do Saneamento analisa a situação dos 100 municípios mais populosos do país e foi elaborada com base nos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2024, publicados pelo Ministério das Cidades.
Volume de investimentos
O levantamento mostra que mais de 30 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões (43,3%) não possuem coleta de esgoto. O estudo também chama a atenção para o volume de investimentos: mais da metade dos 100 maiores municípios brasileiros investe menos de R$ 100 por habitante, abaixo do valor de referência de R$ 225 necessário para universalizar os serviços até 2033.
Um dos destaques em investimentos é Teresina (PI), o município que mais avançou no ranking de 2026, com salto de 14 posições, impulsionado pela ampliação do atendimento de esgoto e pela redução das perdas.
De um lado, cidades como Franca, São José do Rio Preto, Campinas e Santos já aparecem com atendimento universalizado. Do outro, Santarém, Porto Velho e Rio Branco são lugares que ainda registram índices baixos em serviços essenciais, como coleta e tratamento de esgoto.
Os dados mostram essa discrepância de forma clara: enquanto os melhores municípios têm mais de 98,08% de coleta de esgoto, os piores ficam pouco acima de 28,06%. No tratamento, a diferença também é significativa.
O ranking reúne esses e outros indicadores, mostrando como o saneamento avança de forma desigual no país, com realidades bastante diferentes entre os municípios analisados.
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