PERGUNTAS E RESPOSTAS

Qual é a sua dúvida?

Você sabe quantos litros de água gasta durante o banho?

Você já parou pra pensar em quanta água gasta quando deixa o chuveiro aberto durante muito tempo? Um banho de 10 minutos pode consumir cerca de 90 litros de água, considerando uma vazão média de 9 litros por minuto. Isso mesmo: 90 litros — e só em um único banho!

Se você mora com mais três pessoas e todos tomam banhos assim, são 360 litros de água por dia só com banho! Agora, imagine esse gasto multiplicado por semanas, meses, anos… e milhões de brasileiros!

A boa notícia é que dá pra economizar bastante com atitudes simples. Reduzir o tempo debaixo do chuveiro, fechar o registro enquanto se ensaboa, instalar chuveiros mais eficientes e evitar banhos muito longos são medidas que ajudam o planeta — e ainda aliviam a conta no fim do mês.

Além disso, quanto menos tempo você fica no banho, menos energia elétrica ou gás é utilizado, já que o aquecimento da água também consome recursos naturais. Ou seja, a economia é dupla: de água e de energia.

Fonte: ANA / SNIS (2024)

Quanto se perde de água tratada na distribuição no Brasil?

Você sabia que mais de 40% da água tratada no Brasil se perde antes mesmo de chegar às torneiras? É isso mesmo. Segundo dados do Instituto Trata Brasil e do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), essa água simplesmente desaparece no caminho, seja por vazamentos nas tubulações, ligações clandestinas ou erros de medição.

O “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil” aponta que são exatamente 40,31% de perdas. Isso significa que a cada 10 litros de água limpa produzida, mais de 4 não chegam às casas, escolas, hospitais ou comércios. É prejuízo para todos: para as empresas de saneamento, que investem para tratar essa água; para o meio ambiente, que sofre com a exploração maior dos recursos hídricos; e para a população, que acaba pagando a conta — muitas vezes com falta d’água e aumento nas tarifas.

Modernizar as redes, combater perdas e conscientizar sobre o uso correto da água são passos fundamentais para garantir o abastecimento com qualidade e segurança. Água tratada desperdiçada é desperdício de vida, de dinheiro e de oportunidades.

Fonte: Instituto Trata Brasil / SNIS (2024) | Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil”

Por que o acesso ao saneamento é um direito fundamental?

O acesso ao saneamento básico — como água potável, coleta e tratamento de esgoto — é um direito humano essencial, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2010.

Ter banheiro em casa, poder lavar as mãos com água limpa e usar água tratada para cozinhar são condições mínimas para uma vida com segurança e dignidade. Sem esses recursos, crianças faltam mais à escola, adultos perdem dias de trabalho e famílias gastam mais com remédios e internações.

Por isso, garantir saneamento é garantir cidadania. É possibilitar que cada pessoa — independente de onde vive — tenha uma chance real de viver com mais saúde, proteção e oportunidades. Um país que quer se desenvolver precisa começar pelo básico. E o básico começa pelo saneamento.

O efluente do esgoto tratado pode ser reutilizado?

Sim, pode — e deve, quando feito de forma segura! O reuso do efluente do esgoto tratado é uma prática cada vez mais comum e necessária para preservar nossos recursos hídricos. Embora essa água não seja potável (ou seja, não serve para beber ou cozinhar), ela pode ser perfeitamente reutilizada para fins industriais, irrigação de jardins, limpeza urbana, usos agrícolas e até em descargas sanitárias.

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o reuso não potável é uma forma inteligente de economizar água limpa, reduzir a pressão sobre os mananciais e contribuir para uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos.

Em tempos de mudanças climáticas, estiagens prolongadas e maior demanda por água, iniciativas como essa ganham destaque no Brasil e no mundo. Além de econômica, é uma solução ambientalmente responsável, que pode ser implementada por empresas, prefeituras e até condomínios.

Fonte: ANA – Reuso de água (2024)

Como as pessoas podem ajudar na coleta de lixo?

Separar o lixo corretamente e colocá-lo pra fora no dia e horário certo parece pouco — mas é uma atitude que faz toda a diferença! O cidadão tem um papel fundamental na gestão dos resíduos sólidos e na prevenção de problemas urbanos como alagamentos, entupimentos, poluição e até doenças.

A melhor forma de contribuir é separar o que é reciclável (como papel, plástico, metal e vidro) do orgânico (restos de alimentos, cascas, folhas) e dos resíduos rejeitos (aqueles que não têm reaproveitamento, como fraldas, absorventes e papéis engordurados). Esse cuidado facilita o trabalho das cooperativas de reciclagem e reduz o volume de lixo que vai para os aterros sanitários.

Outra atitude importante é respeitar os horários e dias da coleta. Quando o lixo é colocado fora de hora ou de forma inadequada — como solto na calçada ou em terrenos baldios — ele pode ser levado pela chuva, entupir bueiros e causar inundações. Além disso, atrai insetos, ratos e outros vetores de doenças.

Nada de queimar lixo no quintal ou jogar no vaso sanitário! Essas práticas são perigosas, ilegais e prejudicam o meio ambiente e a saúde da população.

Cuidar do lixo é cuidar da cidade e das pessoas que vivem nela.

Fonte: MMA – PNRS (2024)

Por que não posso jogar a água da chuva na rede de esgoto?

Porque o sistema de esgoto não foi feito para isso. Em dias de muita chuva, esse excesso de água pode fazer o esgoto voltar pelos ralos, causar alagamentos nas ruas, prejudicar a rede coletora e até comprometer o funcionamento da estação de tratamento. Isso pode gerar poluição e colocar a saúde das pessoas em risco. 

Apesar dessa proibição, algumas pessoas fazem esse tipo de ligação irregular e isso pode provocar grandes transtornos. Fezes e dejetos podem aparecer na superfície  em cidades onde há alagamentos, e isso é fator de risco à saúde com perigo de transmissão de doenças.

As redes de águas pluviais e de esgoto se encontram?

Não! As redes são separadas e precisam continuar assim.

Se a água da chuva for misturada com a água do esgoto, problemas sérios podem acontecer, como entupimentos, mau cheiro, retorno de esgoto para dentro de casa e até poluição nos rios. Por isso, nunca se deve ligar a rede de esgoto às tubulações que são de águas pluviais.

É importante saber que nem todos os bairros têm essas infraestruturas completas. Em algumas áreas, as ruas não têm asfalto e faltam tanto a rede de águas pluviais quanto a de esgoto. Nesses locais, muitas casas utilizam fossas sépticas para descartar os dejetos. Embora não seja o ideal, essa é a realidade de muitas comunidades no Brasil.​

No passado, durante o crescimento das cidades, algumas obras foram feitas de forma inadequada, conectando a rede de esgoto à rede de águas pluviais. Isso significa que a água usada nas casas era misturada com a água da chuva, e tudo era despejado em rios e lagoas sem tratamento adequado. Hoje, há muitos municípios corrigindo os erros do passado e limpando esses ambientes, buscando melhorar a qualidade da água e preservar a natureza.​

O que são as águas pluviais?

“Águas pluviais” é o nome que se dá à água da chuva.  Sabe quando chove e a água escorre do telhado, passa pela calha e some por aqueles bueiros na rua? 

Então, essa água da chuva vai por outro caminho: ela escorre por tubulações próprias e até chegar em rios, córregos ou infiltrar no solo.

Essas tubulações de água da chuva não são as mesmas da rede de esgoto, viu? Cada uma tem sua função! E também é sua responsabilidade fazer o projeto e a obra para instalar calhas em telhas, ralos e canos no quintal se for calçado para que a água da chuva caia diretamente nas ruas em que existem os bueiros e a captação de águas pluviais.

O que é a rede de esgoto?

A rede de esgoto é um conjunto de canos e tubulações que recolhe a água suja que usamos em casa. Isso inclui a água que vai pela pia da cozinha, pia do banheiro, chuveiro, máquina de lavar roupa e também o que sai do vaso sanitário.

Esses canos dentro da sua casa se juntam a outros maiores que ficam embaixo da rua. Toda essa água, já utilizada, é escoada por várias tubulações até chegar a um lugar chamado Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Lá, ela é tratada para tirar sujeiras e produtos químicos antes de ser devolvida à natureza.

E atenção: a responsabilidade de fazer a ligação na rede de esgoto da sua casa até o ramal da rua, é sua!

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