O cenário global coloca a gestão de resíduos sólidos no centro das discussões sobre sustentabilidade e desenvolvimento. O estudo da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil” publicado em 2025, reforça que o país ainda enfrenta desafios históricos para avançar rumo a uma economia de baixo carbono. Mais do que um diagnóstico do setor, a publicação apresenta um retrato das transformações necessárias para que resíduos deixem de ser um problema ambiental e passem a ser encarados como oportunidade de desenvolvimento, geração de energia e inclusão social.
O levantamento destaca que o Brasil vem avançando em áreas como logística reversa, ampliação da coleta seletiva e valorização dos resíduos como insumo econômico. Outro ponto importante é o reconhecimento do papel dos catadores e das iniciativas de reciclagem bioenergética, conceito que ganha espaço ao considerar o aproveitamento dos resíduos para geração de combustível, energia e composto orgânico, alinhado às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
Apesar dos avanços, o panorama evidencia que os desafios ainda são profundos. A permanência de lixões a céu aberto, as baixas taxas de reciclagem e as desigualdades regionais no acesso a serviços adequados seguem gerando impactos ambientais, sociais e econômicos significativos.
O estudo alerta que esses problemas se refletem diretamente na emissão de gases de efeito estufa, na contaminação de solos e mananciais e na manutenção de ciclos de pobreza e exclusão social em diversas regiões do país.
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