Referência na reciclagem de latinhas, Brasil não valoriza catadores

Referência na reciclagem de latinhas, Brasil não valoriza catadores

A atuação dos catadores de materiais recicláveis foi tema do programa O Ambiente é o Meio, do Jornal da USP. A pesquisadora Ana Maria Rodrigues Costa de Castro, especialista em Engenharia Hidráulica e Saneamento, que integra o Núcleo de Estudo e Pesquisa em Resíduos Sólidos (Neper) da Universidade de São Paulo, falou sobre o setor.

Segundo a pesquisadora, embora o Brasil seja referência mundial na reciclagem de latinhas de alumínio, o índice geral de reciclagem de resíduos sólidos no país ainda é baixo. Nesse cenário, os catadores desempenham um papel central na cadeia da reciclagem, mesmo atuando, em muitos casos, de maneira informal e sem reconhecimento adequado.

Ana Maria destaca que o Brasil é considerado o país mais avançado em pesquisas e práticas de integração dos catadores. Em seu doutorado, ela investigou formas de ampliar a inclusão desses profissionais na economia brasileira, propondo o reconhecimento profissional e o pagamento pelos serviços ambientais prestados à sociedade, além de uma infraestrutura adequada para o exercício da atividade.

A pesquisadora também ressalta que, apesar de a profissão ser reconhecida por lei e de os catadores participarem da formulação de políticas públicas, como a Política Nacional de Economia Circular, a implementação efetiva das normas ainda enfrenta desafios.

As demandas da categoria também variam conforme a forma de organização. Cooperativas e associações reivindicam contratos justos e permanentes com prefeituras, enquanto trabalhadores autônomos defendem a inclusão em programas públicos sem obrigatoriedade de integração às cooperativas.

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