Conselho da ONU diz que acesso ao saneamento garante o direito à vida

Conselho da ONU diz que acesso ao saneamento garante o direito à vida

O acesso ao saneamento básico – água e esgoto tratados –  continua sendo uma questão de vida ou morte para bilhões de pessoas em todo o mundo. O alerta foi reforçado pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante debate no Conselho de Direitos Humanos.

A ONU reforça que a água potável deve ser tratada como um direito humano fundamental, e não como uma mercadoria, além de defender maior transparência na gestão dos recursos hídricos e participação da população nas decisões sobre o setor.Segundo dados publicados no site oficial, cerca de 2 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável e 3,4 bilhões vivem sem serviços de esgotamento sanitário tratados. Todos os anos, aproximadamente 1,4 milhão de pessoas morrem em decorrência de doenças associadas à água contaminada e ao saneamento inadequado, como diarreia, cólera e febre tifoide.

O Conselho para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, classificou em 2025 o cenário como uma grave crise de saúde pública e defendeu que os governos ampliem os investimentos para garantir o acesso universal aos serviços. Também foi debatido que conflitos armados, eventos climáticos extremos e o alto custo da água agravam ainda mais a situação, especialmente para mulheres, povos indígenas, pessoas com deficiência e moradores de comunidades vulneráveis.

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